Jards Anet da Silva (Jards Macalé) nasceu no Rio de Janeiro, em 03 de março de 1943. Carioca da Tijuca, foi influenciado pelos batuques do morro e pelos foxes, valsas e modinhas tocados pela mãe, ao piano, e pelo pai, ao acordeom.
Aos oito anos, foi morar em Ipanema, onde ganhou o apelido de Macalé, nome do pior jogador de futebol do Botafogo na época.Começou a frequentar as rádios Nacional e Mayrink Veiga e fez amizade com o baterista Chiquinho, filho de Severino Araújo. Em 1959, formou, com o amigo, o conjunto Dois no Balanço. A dupla foi incorporando outros músicos até formar o Conjunto Fantasia de Garoto, que transitava pelo jazz, pela seresta e pelo samba-canção. Em 1963, o grupo se desfez.Foi aluno de Guerra Peixe (piano e orquestração), Peter Daulsberg (violoncelo), Ester Scliar (análise musical), Turíbio Santos (violão) e Jodacil Damasceno (violão). Estudou composição na Pró-Arte.
Iniciou sua carreira profissional em 1965, substituindo o violonista Roberto Nascimento junto ao Grupo Opinião. Participou, ainda nesse ano, do espetáculo "Arena conta Bahia". No ano seguinte, assinou a direção musical do recital de Maria Bethânia no Rio de Janeiro.
Atuou na década de 1960, principalmente como instrumentista. Nessa época, teve gravadas algumas de suas composições, como "Meu mundo é seu", por Elizeth Cardoso, e "Amo tanto", por Nara Leão. Em 1968, iniciou uma parceria com José Carlos Capinan.
Atuou como violonista do show e LP "Mudando de conversa", de Nora Ney e Cyro Monteiro. Participou da criação da Tropicarte, com Gal Costa, Paulinho da Viola e Capinan, destinada a produzir e empresariar seus próprios espetáculos. A sociedade se desfez seis meses depois.
Em 1969, participou do IV Festival Internacional da Canção, com sua composição "Gotham City". Gravou o compacto duplo "Só morto", trabalhou com Gal Costa na gravação do disco "Le-Gal" e no show "Meu nome é Gal", realizado na Boate Sucata (RJ).
Em 1971, viajou para Londres (Inglaterra), convidado por Caetano Veloso, que estava morando nessa capital. Realizou diversas apresentações em toda a Europa. No ano seguinte, retornou ao Brasil e gravou seu primeiro disco solo, o LP "Jards Macalé", lançado pela Philips.
Ainda em 1972, fez o circuito universitário carioca e paulista com Gilberto Gil. No ano seguinte, gravou ao vivo, com vários artistas, o LP duplo "Banquete dos Mendigos", homenageando o 25º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Em 1974, lançou o LP "Apreender a nadar". Nessa mesma época, escreveu a trilha sonora do filme "Amuleto de Ogum", de Nélson Pereira dos Santos. Participou também das trilhas sonoras de "Macunaíma", de Joaquim Pedro de Andrade, "O dragão da maldade contra o santo guerreiro", de Glauber Rocha, "Rainha diaba", de Antônio Carlos Fontoura, "Getúlio Vargas", documentário de Ana Carolina, e "Se segura malandro", de Hugo Carvana, entre outras. Viajou por todo o Brasil com o show "O homem que comia flores", considerado um dos melhores do ano pela crítica especializada.
Em 1976, apresentou-se ao lado de Moreira da Silva, pelo "Projeto Seis e Meia", no Teatro João Caetano (RJ). No ano seguinte, gravou o LP "Contrastes" e apresentou-se na Concha Verde da Urca, pelo projeto "Quem sabe, sobe".
Em 1978, novamente com Moreira da Silva, participou do Projeto Pixinguinha. Em 1987, lançou o LP "Quatro batutas e um curinga". Lançou, na década de 1990, os CDs "Let's play that" (1994) e "O que eu faço é música" (1998). Realizou diversos shows pelo país, destacando-se a apresentação em homenagem aos 90 anos de Cartola, em 1998.
Participou dos songbooks de Ary Barroso, Noel Rosa e Tom Jobim. Um ano depois, gravou a faixa "Acorda, amor", no songbook de Chico Buarque. Lançou, em 2001, em homenagem ao amigo Moreira da Silva, o CD "Macalé canta Moreira", no qual registrou obras desse compositor, com arranjos de Vittor Santos, Jayme Vignoli e Moacyr Luz, além dos arranjos próprios nas faixas "Acertei no milhar", gravada só com voz e violão, e "Choro esdrúxulo", na qual contou com a participação do fagotista Juliano Barboza. Participaram ainda do disco, Zeca Baleiro ("Na subida do morro"), Chico Caruso e Tim Rescala. Destaca-se, também, no repertório, sua única parceria com Moreira, "Tira os óculos e recolhe o homem".
Em 2003, lançou o CD "Amor, Ordem & Progresso". No ano seguinte, participou, ao lado de Gilberto Gil e outros artistas, da gravação do CD "Hino do Fome Zero" (Roberto Menescal e Abel Silva).
Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Gal Costa ("Hotel das Estrelas" e "Vapor barato"), Maria Bethânia ("Anjo exterminado" e "Movimento dos barcos"), Clara Nunes ("O mais-que-perfeito"), Camisa de Vênus ("Gotham City") e O Rappa ("Vapor Barato"), entre outros.
Lançou, em 2005, o CD "Real Grandeza", contendo exclusivamente canções de sua parceria com Waly Salomão: "Rua Real Grandeza", "Senhor dos sábados", "Anjo exterminado", "Dona de castelo", "Vapor barato", "Mal secreto", "Negra melodia", "Revendo amigos", "Pontos de luz", "Berceuse crioulle" e "Olho de lince", as duas últimas até então inéditas. O disco teve direção musical de Cristóvão Bastos e contou com a participação de Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto e Luiz Melodia, entre outros artistas.
Contatos: Jards Macalé - (21) 2527.2284 / 3351.2512 // (21) 8874.3095 / 2705.3927 (falar com Maria Braga) - mariabraga@urbi.com.br
Iniciou sua carreira profissional em 1965, substituindo o violonista Roberto Nascimento junto ao Grupo Opinião. Participou, ainda nesse ano, do espetáculo "Arena conta Bahia". No ano seguinte, assinou a direção musical do recital de Maria Bethânia no Rio de Janeiro.
Atuou na década de 1960, principalmente como instrumentista. Nessa época, teve gravadas algumas de suas composições, como "Meu mundo é seu", por Elizeth Cardoso, e "Amo tanto", por Nara Leão. Em 1968, iniciou uma parceria com José Carlos Capinan.
Atuou como violonista do show e LP "Mudando de conversa", de Nora Ney e Cyro Monteiro. Participou da criação da Tropicarte, com Gal Costa, Paulinho da Viola e Capinan, destinada a produzir e empresariar seus próprios espetáculos. A sociedade se desfez seis meses depois.
Em 1969, participou do IV Festival Internacional da Canção, com sua composição "Gotham City". Gravou o compacto duplo "Só morto", trabalhou com Gal Costa na gravação do disco "Le-Gal" e no show "Meu nome é Gal", realizado na Boate Sucata (RJ).
Em 1971, viajou para Londres (Inglaterra), convidado por Caetano Veloso, que estava morando nessa capital. Realizou diversas apresentações em toda a Europa. No ano seguinte, retornou ao Brasil e gravou seu primeiro disco solo, o LP "Jards Macalé", lançado pela Philips.
Ainda em 1972, fez o circuito universitário carioca e paulista com Gilberto Gil. No ano seguinte, gravou ao vivo, com vários artistas, o LP duplo "Banquete dos Mendigos", homenageando o 25º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Em 1974, lançou o LP "Apreender a nadar". Nessa mesma época, escreveu a trilha sonora do filme "Amuleto de Ogum", de Nélson Pereira dos Santos. Participou também das trilhas sonoras de "Macunaíma", de Joaquim Pedro de Andrade, "O dragão da maldade contra o santo guerreiro", de Glauber Rocha, "Rainha diaba", de Antônio Carlos Fontoura, "Getúlio Vargas", documentário de Ana Carolina, e "Se segura malandro", de Hugo Carvana, entre outras. Viajou por todo o Brasil com o show "O homem que comia flores", considerado um dos melhores do ano pela crítica especializada.
Em 1976, apresentou-se ao lado de Moreira da Silva, pelo "Projeto Seis e Meia", no Teatro João Caetano (RJ). No ano seguinte, gravou o LP "Contrastes" e apresentou-se na Concha Verde da Urca, pelo projeto "Quem sabe, sobe".
Em 1978, novamente com Moreira da Silva, participou do Projeto Pixinguinha. Em 1987, lançou o LP "Quatro batutas e um curinga". Lançou, na década de 1990, os CDs "Let's play that" (1994) e "O que eu faço é música" (1998). Realizou diversos shows pelo país, destacando-se a apresentação em homenagem aos 90 anos de Cartola, em 1998.
Participou dos songbooks de Ary Barroso, Noel Rosa e Tom Jobim. Um ano depois, gravou a faixa "Acorda, amor", no songbook de Chico Buarque. Lançou, em 2001, em homenagem ao amigo Moreira da Silva, o CD "Macalé canta Moreira", no qual registrou obras desse compositor, com arranjos de Vittor Santos, Jayme Vignoli e Moacyr Luz, além dos arranjos próprios nas faixas "Acertei no milhar", gravada só com voz e violão, e "Choro esdrúxulo", na qual contou com a participação do fagotista Juliano Barboza. Participaram ainda do disco, Zeca Baleiro ("Na subida do morro"), Chico Caruso e Tim Rescala. Destaca-se, também, no repertório, sua única parceria com Moreira, "Tira os óculos e recolhe o homem".
Em 2003, lançou o CD "Amor, Ordem & Progresso". No ano seguinte, participou, ao lado de Gilberto Gil e outros artistas, da gravação do CD "Hino do Fome Zero" (Roberto Menescal e Abel Silva).
Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Gal Costa ("Hotel das Estrelas" e "Vapor barato"), Maria Bethânia ("Anjo exterminado" e "Movimento dos barcos"), Clara Nunes ("O mais-que-perfeito"), Camisa de Vênus ("Gotham City") e O Rappa ("Vapor Barato"), entre outros.
Lançou, em 2005, o CD "Real Grandeza", contendo exclusivamente canções de sua parceria com Waly Salomão: "Rua Real Grandeza", "Senhor dos sábados", "Anjo exterminado", "Dona de castelo", "Vapor barato", "Mal secreto", "Negra melodia", "Revendo amigos", "Pontos de luz", "Berceuse crioulle" e "Olho de lince", as duas últimas até então inéditas. O disco teve direção musical de Cristóvão Bastos e contou com a participação de Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto e Luiz Melodia, entre outros artistas.
Contatos: Jards Macalé - (21) 2527.2284 / 3351.2512 // (21) 8874.3095 / 2705.3927 (falar com Maria Braga) - mariabraga@urbi.com.br
Fonte: Luciano Sá - Assessor de Imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste